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Vida curta ao Sarahah

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sarahah
Mais um daqueles aplicativos que bombam e você tenta entender porque,  mas antes disso ele já terminou os 15 minutos de fama

Me lembro do formspring, ask me. Eram sites semelhantes ao Sarahah, com a mesma função de perguntar ou opinar sobre uma pessoa específica no perfil dela. Com poucas diferenças, como a opção de responder no próprio site/app, os três tem um ponto em comum que fizeram com que eles fizessem sucesso, independente do tempo: perguntar/falar o que eu quiser e saber que aquela pessoa vai ler.

Pense no artista que você mais curte. Agora pense nele lendo uma pergunta que você fez ou um elogio e RESPONDENDO. É demais, não é mesmo! Acho que essa sensação de saber que o outro tá lendo o que você mandou para ele e, para algumas pessoas, ainda mais no anonimato, é a graça. É viajar nos pensamentos do tipo “o que será que ela pensou quando leu minha pergunta” ou “queria tanto que ele soubesse que fui eu que mandei”.

O Sarahah bombou tanto que ultrapassou Instagram e YouTube em quantidade de downloads na Apple Store dos Estados Unidos (UAAAAU!). Nele, o usuário pode criar um perfil e enviar mensagens anonimamente a amigos e até desconhecidos. E para responder, a pessoa pode printar a tela e jogar no stories (Instagram), no Twitter. Eu fiz isso durante umas duas semanas no IG. Até que as perguntas foram diminuindo e pararam.

O app não ficou um uma semana na boca do povo e morreu. O aplicativo foi criado por um desenvolvedor da Arábia Saudita, Zain al-Abidin Tawfiq, que explica o nome – “Sarahah” é uma palavra árabe que remete a “franqueza” e “honestidade”.

Sendo bem franca: foi bom enquanto durou. Um app que não traz uma novidade aberta ao público em geral, um conteúdo diferente a cada minuto ou segundo e que vem com uma pegada social, não encontrou a pegada certa. Não é um Instagram, Facebook ou Twitter.

E neste mundo da tecnologia e dos milhares de apps que são criados todos os dias é assim. Uns ficam, outros nem tanto. Tem que acertar a receita, que nunca é padronizada. Se alguém quiser mandar pergunta para mim no Sarahah, meu perfil ainda existe!